Segundo nota do jornal Folha de São Paulo, os patrocínios da Petrobras às áreas do audiovisual e teatro diminuirão drasticamente, seguindo diretrizes do novo governo. 

Roberto Castello Branco, atual presidente da Petrobras, alinhado às novas diretrizes do Governo Bolsonaro, reduzirá significativamente os investimentos que a petroleira faz há anos nas áreas da comunicação e teatro, havendo a revisão de contratos de patrocínios. Segundo o próprio presidente Jair Bolsonaro, em seu Twitter, “O Estado tem maiores prioridades” e que irão parar de “financiar famosos”. 

Ainda na rede social, o presidente diz reconhecer o valor da cultura, mas que não deve ficar a cargo de uma petrolífera os financiamentos da área cultural. “A soma dos patrocínios dos últimos anos passam de R$ 3 bilhões”, escreveu Bolsonaro, apesar da Petrobras não confirmar o valor. Em nota, a Petrobras diz que está revisando patrocínios e que, alinhando-se às novas diretrizes da empresa, irá investir em ciências e tecnologia. 

EM CONTRAPARTIDA…

Segundo Fábio de Sá Cesnik, autor do livro “Guia de Incentivo à Cultura” e presidente da Comissão de Mídia e Entretenimento do Instituto de Advogados de São Paulo, a retirada de patrocínios, além de desaquecer econômica e socialmente a área das artes e comunicação, pode representar “uma perda de visibilidade de marca e posicionamento”. 

Segundo o setor cultural, a expectativa com o novo governo é de mais retiradas de direitos, patrocínios e consequente desmonte da área cultural, que iniciou-se com o fim do Ministério da Cultura. 
Matéria escrita por Pedro Olivato Montanaro, baseada na original de Gustavo Fioratti, da Folha de São Paulo. 

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