Crítica | Dor e Glória

A fotografia é fascinante, roteiro bem amarrado, com poucos erros de continuidade, ótimo desenvolvimento no quesito script e expressividade dos atores, somando pontos para as atuações de Antonio Banderas e Penélope Cruz.

Texto: Victor Caycke*

Ovacionado em sua première no Festival de Cannes, Dor e Glória é o mais recente longa-metragem de Pedro Almodóvar. Um filme com bastante uso de tons em vermelho, uma trilha sonora bem característica de dramas biográficos sem muito entusiasmo. Cuja fotografia é fascinante, roteiro bem amarrado, com poucos erros de continuidade, ótimo desenvolvimento no quesito script e expressividade dos atores, somando pontos para as atuações de Antonio Banderas (vencedor do grande Prêmio do Juri em Cannes) e Penélope Cruz.

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Segundo a sinopse oficial, o filme retrata a história de Salvador Mallo. Ao mesmo tempo em que enfrenta seu próprio declínio físico, Mallo se vê envolto em memórias de sua infância, juventude e vida adulta. Na recuperação de seu passado, ele encontra a urgente necessidade de narrá-lo e, nessa necessidade, encontra também sua salvação.

A projeção se inicia contando a história do personagem principal, um cineasta bastante famoso nos anos 1980, cuja infância foi bastante difícil por ter sido escassa tanto emocionalmente, quanto financeiramente. O que contribuiu para que o jovem sempre tivesse bastante esmero por sua arte que o fez desenvolver suas habilidades, mesmo que sem um amplo conhecimento teórico. Mas sua visão de mundo deu a ele a oportunidade de crescer profissionalmente, desbravando-se  através do universo cinematográfico.

O filme se desenvolve com Salvador reencontrando um dos personagens principais de um filme de grande sucesso da época, para convida-lo a uma reexibição do longa-metragem. Durante esse encontro, Alberto Crespo (Asier Etxeandia) está usando heroína e Salvador pede a ele pra experimentar, com intuito de aliviar as dores que sentia devido os problemas de saúde que ele desenvolveu ao longo de sua carreira.

Dor e Glória têm vários flashbacks, que mostra um pouco da infância e da vida de Salvador e como ele lidava com essas situações da sua infância e o convívio com sua mãe que o criou praticamente sozinha. Um final com um gosto de quero mais, leva o espectador a uma história  emocionante, com alguns detalhes que são compreendidos à medida que são soltos durante a exibição fazendo desse incrível filme, uma experiência cinematográfica única.

Com distribuição da Universal Pictures do Brasil, Dor e Glória estreia nesta quinta-feira, dia 13 de junho, em circuito nacional.

Assista ao teaser trailer:

*Especial para o Cinerama

Para conhecer os lançamentos, acesse o site da Universal Pictures do Brasil, clicando aqui.

80%

A fotografia é fascinante, roteiro bem amarrado, com poucos erros de continuidade, ótimo desenvolvimento no quesito script e expressividade dos atores, somando pontos para as atuações de Antonio Banderas e Penélope Cruz.

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