Hollywood vive um momento tenso criativamente. A indústria cinematográfica está vivendo de reboots e remakes, com as histórias originais perdendo cada vez mais o seu espaço. Com essa nova onda de adaptar filmes de sucesso muitas vezes um determinado estúdio acaba estragando a franquia, lançando novos filmes dispensáveis apenas pelo lucro. E esse é o caso de MIB: Homens de Preto – Internacional.

O novo filme da franquia Homens de Preto é basicamente um daqueles filmes remakes que também são considerados sequência, onde dá-se continuidade na franquia sem precisar ter conexão ou explicar os filmes originais. No caso de “Internacional”, o filme descaracteriza totalmente os filmes de Will Smith e Tommy Lee Jones.

Mas o que mais choca nesse novo projeto é a falta de identificação com a trilogia original. Uma das características principais de “MIB” eram os extraterrestres que viviam entre os seres humanos disfarçados; e isso dava um significado coerente para a existência da agência e como os agentes deveriam agir; além das armas e tecnologias mirabolantes que eram parte essencial do filme.

MIB: Homens de Preto - Internacional
Divulgação/MIB: Homens de Preto – Internacional/Sony Pictures
A pior coisa que pode acontecer com um filme é ele ser vendido como algo totalmente diferente do que realmente é. Os trailers e pôsteres divulgados fazem uma propaganda quase que enganosa ao dar destaques para personagens que aparecem em menos de 15 segundos. A principal frustração foi achar que veríamos o carismático Frank, o pug falante, de novo em ação e saber que ele foi rebaixado a um mero vigia do prédio da agência.

Os vilões do filme são mal desenvolvidos e pessimamente interpretados. A escolha dos dançarinos de Beyoncé deixou tudo ainda pior. Os trejeitos dos vilões como se estivem dançando break é desnecessário. E como se não bastasse a falta de desenvolvimento dos vilões, o plot do filme é confuso e sem sentido, apenas pra dar uma carga dramática que nunca existiu.

MIB: Homens de Preto – Internacional tem um tom cômico fraco e constrangedor. A vontade é de pôr um saco na cabeça e sair da sala a cada piada sem graça que saia da boca de Chris Hemsworth e Tessa Thompson. Entretanto, quem salva no alívio cômico é sem dúvida o carismático Pawny, o alienzinho mais fofo de toda a franquia.

MIB: Homens de Preto - Internacional
Divulgação/MIB: Homens de Preto – Internacional/Sony Pictures

Apesar de terem seus tons cômicos muito mal aproveitados no longa, a química entre Hemsworth e Thompson é inegável; e é isso que quase – quase – salva o longa. Nessa nova parceria eles conseguem fazer com que suportemos ficar ali, sentado, por incontáveis 115 minutos. Outro ponto positivo são as atuações dos coadjuvantes que não deixam a desejar, mas que também não é suficiente pra salvar “MIB: Internacional” do fracasso.

MIB: Homens de Preto – Internacional é um daqueles filmes que aparentam ter o triplo da duração que realmente tem. É chato, cansativo, sem graça e decepcionante. Uma produção desnecessária que embarcou no mesmo fracasso de MIB: Homens de Preto 3, mas consegue ser ainda pior.

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REVER GERAL
Crítica | MIB: Homens de Preto - Internacional
Nerd, apaixonado por filmes, desde Titanic até Vingadores e Harry Potter; Ama séries, desde The Walking Dead, Vikings até 13 Reasons Why; Curte umas animações desde Toy Story e Minions até Big Mouth e Family Guy. Frita sempre que houve um EDM. Seu hobby favorito é ir ao cinema, ler uns livros da hora e sair com os amigos pra um papo cabeça sobre viagens no tempo e origem da vida. Resumindo: É um naufrágo herói bruxo zumbi viking, apaixonado, desbocado e dançarino.