Você não percebeu, mas essas 8 cenas fizeram o uso de efeitos especiais

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Quando inicia seus estudos, o artista de efeitos visuais é ensinado que deve almejar um resultado que desapareça dentro dos filmes em que ele trabalhar. Um resultado que integre tão perfeita e naturalmente a história que está sendo contada ao ponto de fazer com que as pessoas perguntem, incrédulas, “Pera, isso não é de verdade?”.

Entretanto, poucos atingem esse resultado e, ironicamente, os que atingem passam despercebidos pelo grande público. Pensando nisso, reunimos aqui cenas em que você provavelmente não notou o uso de efeitos especiais.

A cena de sexo em Clube da Luta

efeitos especiais

Lembra das sequências de sexo febris que vimos no clássico Clube da Luta? Pois é, elas não foram gravadas em um estúdio. Sequer existiu um estúdio, tudo que vemos foi feito através de computação gráfica. Segundo o supervisor de efeitos visuais do filme, Kevin Haug, o diretor, David Fincher, descreveu uma das posições dizendo que seria “Como se o Monte Rushmore estivesse f* a Estátua da Liberdade”. Certo…

Assim, a participação efetiva dos atores se deu através da gravação de alguns gemidos e dicas na escolha das posições, que no fim das contas foram retiradas diretamente do Kama Sutra.

O bebê na banheira, de Uma Mente Brilhante

De longe a cena mais aflitiva deste premiado drama. Aqui problemático gênio da matemática, John Nash, interpretado por Russell Crowe, esquece seu filho bebê em uma banheira com a torneira ligada. A água sobe e o bebê parece condenado.

A filmagem se deu com o bebê em uma banheira vazia, sendo a água uma adesão digital posterior. É tudo tão bem feito e enervante que você sequer para pra pensar que ninguém em sã consciência gravaria um bebê, de fato, se afogando.

As ovelhas em O Segredo de Brokeback Mountain

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Esse é um filme que, por incrível que pareça, fez muito uso de efeitos gerados por computador. Montanhas, paisagens inteiras e… Ovelhas?! Sim, os rebanhos do filme não passam de animações. Ang Lee jurou nunca mais trabalhar com ovelhas depois do filme Razão e Sensibilidade. De acordo com o diretor, qualquer cena íntima é mais simples do que uma cena com ovelhas. Elas são particularmente indisciplinadas em sets de filmagem.

O final de Homem de Ferro 3

A princípio, parece redundante comentar que um filme da Marvel faz o uso de efeitos especiais. São 131 minutos de explosões e armaduras voadoras, claro que nada disso é real! Definitivamente não é, mas sabe o que mais não é real? O Robert Downey Jr. que aparece no fim do filme.

Enquanto filmava em 2012, o ator sofreu uma lesão no tornozelo que o afastaria da produção por mais de um mês. A equipe se encontrava em uma posição complicada, sem seu astro principal e com o prazo de lançamento do filme se aproximando. A solução? Criar um Tony Stark com CGI.

Ao corpo de um dublê foram adicionadas imagens capturadas do rosto do ator, numa técnica igual àquela que deu vida ao Steve Rogers pré-soro em Capitão América. O resultado é um efeito imperceptível, como mostra o vídeo.

Os seios de Lindsay Lohan em Herbie

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Durante exibições teste, alguns dos espectadores descreveram a personagem de Lindsay Lohan como “assanhadinha” demais. A reposta da Disney, que procura apagar qualquer sugestão sexual de seus filmes, foi diminuir digitalmente os seios da atriz.

O efeito foi utilizado especialmente em cenas onde a personagem pulava ou dirigia. As golas dela também foram ajustadas.

Quase todos os locais de O Grande Gatsby

Esse é um filme que já foi descrito como um que “tem mais CGI que um filme do Michael Bay“. A maioria dos sets são gerados por computador e o resultado do trabalho é incrível, como podemos ver.

Recriar toda uma época se torna muito mais simples com o auxílio de efeitos tão precisos quanto os que vemos em O Grande Gatsby. Todas as particularidades de uma arquitetura extravagante do início do século XX estão lá, em efeitos imperceptíveis que com certeza enchem de orgulho todos os envolvidos com a produção.

O cabelo de Tobey Maguire em Medo e Delírio

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Em Medo e Delírio o personagem de Tobey Maguire ostenta uma cabeleira no mínimo peculiar que é o resultado da aliança entre maquiagem, peruca e computador.

O contrato do ator cobrava uma taxa de $15,000 caso ele precisasse raspar a cabeça. Ao invés de pagá-lo, a equipe responsável pela produção teve a brilhante ideia de usar uma peruca e apagar a linha da touca usando efeitos especiais na pós-produção. O resultado é perfeito, mas teve um custo maior do que a taxa cobrada pelo ator.

A perseguição em Millennium

David Fincher aparece mais uma vez. Desde a década de 90, praticamente todos os filmes do diretor fazem o uso de efeitos gerados por computador, e com Millennium não foi diferente. O thriller de 2011 conta com uma sequência onde a personagem de Rooney Mara aparece de moto perseguindo um carro. Acontece que ela não estava pilotando a moto e o carro que capota simplesmente não existe, graças aos efeitos especiais.

Em conclusão, efeitos bem utilizados podem agregar um valor inestimável a qualquer filme. Especialmente aqueles que passam despercebidos e se fundem com a história, criando a verdadeira magia do cinema.

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