Faltando alguns dias para o lançamento do filme “Coringa” aqui no Brasil, o ator Robert De Niro (76) disse em entrevista à Revista Variety que entende a controvérsia por trás do filme e o porquê de películas como “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia” serem trazidos à tona, mas mesmo assim quer que o público veja o filme antes de fazer comentários a respeito.

Quando perguntado, o ator respondeu: “Gosto de Todd Phillips e do Joaquin [Phoenix]. Foi maravilhoso trabalhar com eles e eu sou uma pequena parte disto. […] A associação de mim com “Taxi Driver” e “O Rei da Comédia” é parte disto, embora seja diferente, você verá. Quando eles verem o filme, eles entenderão”.

De Niro ainda disse: “Veremos o que acontece. Sei que há controvérsia. Acho que algumas coisas que estavam sendo ditas sobre a Warner Bros. dando dinheiro, não endossando – ou o que quer que fosse sobre a NRA – acho que está certo. O que quer que as pessoas estavam dizendo em relação ao teatro Aurora ou qualquer organização que fosse”.

Está claro que o ator, que é conhecido por não ter “papas na língua” e por manifestar suas opiniões publicamente em discussões políticas, ainda está apoiando o filme e pensa que a controvérsia tomou proporções incongruentes com a realidade.

Entenda a polêmica

Os comentários do ator vieram após as famílias das vítimas mortas em 2012 no massacre em um cinema da cidade de Aurora, no Colorado (EUA) – que exibia o filme “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” – escreverem ao estúdio de “Coringa” na Warner Bros. para pedir doações à instituições de caridade de vítimas de ataques por armas de fogo.

Eles alegaram que o filme, dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, “apresenta o personagem como um protagonista de uma simpática história de origem”.

Em resposta, a Warner respondeu: “A violência armada em nossa sociedade é uma questão crítica, e estendemos nossa mais profunda simpatia a todas vítimas e famílias afetadas por essas tragédias. […] Ao mesmo tempo, a Warner Bros. acredita que uma das funções da narrativa é provocar discussões difíceis sobre questões complexas. […] Não se engane: nem o personagem fictício “Coringa“, nem o filme, é um endosso de qualquer tipo de violência no mundo real. Não é intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio retratar este personagem como um herói”.

Coringa” chega aos cinemas brasileiros na próxima quinta-feira, no dia 3 de outubro.