O catálogo completo do Disney+ foi revelado, e ele apresenta um problema

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Nesta segunda-feira (14), o serviço de streaming dos estúdios Disney, o Disney+, revelou seu catálogo completo no Twitter. Através de uma série de tweets, a empresa apresentou, em ordem cronológica, todos os títulos que farão parte da plataforma a partir do dia 12 de Novembro. Entretanto, como observou o site Screen Rant, a revelação trouxe consigo uma questão.

O mercado de streaming de vídeo está passando por um claro processo de expansão. Diversas empresas apostam em suas próprias plataformas, através de catálogos diversos, preços acessíveis e conteúdo original. Dessa forma, cria-se um vínculo de concorrência entre as empresas, que as obriga a aprimorarem seus serviços a fim de atrair o consumidor.

O modelo Disney

Enquanto a Netflix e o Prime Video, por exemplo, mesclam conteúdo de diversos estúdios às suas próprias produções, o Disney+ será exclusivamente focado no conteúdo criado pela gigante ao longo de sua história. A princípio, essa informação pode ser interpretada como uma excelente notícia, afinal, um terço da indústria cinematográfica de todo o planeta pertence à Disney. Acontece que, apesar de ser responsável por diversos clássicos atemporais, o estúdio do Mickey também financiou inúmeras produções intragáveis.

Interface do Disney+

Quantidade e qualidade são coisas diferentes, quase opostas, e o Disney+ parece estar apostando na primeira delas. Filmes terríveis como Fuzzbucket e The Sultan and the Rock Star disputarão espaço com a franquia Star Wars e filmes da Marvel, por exemplo. A falta de qualquer tipo de filtro na inclusão de tantos títulos ao catálogo pode gerar uma poluição que ofuscará filmes e séries de maior relevância.

Outra ponto levantado pelo público é o de que o conteúdo da plataforma dificilmente terá censura acima de 14 anos, já que a empresa é famosa pela abordagem family friendly de suas realizações. Abaixo, você confere o catálogo completo do serviço.

Por muito tempo, o Disney+ foi compreendido como um brutal concorrente à Netflix, líder do segmento. Contudo, breves reflexões a respeito dos métodos da empresa mostram que ele não será capaz de tomar para si o lugar de outras plataformas. Seu preço acessível (US$ 69,99 por ano) e conteúdo predominantemente infanto-juvenil devem posicioná-lo no mercado como um serviço complementar ou secundário, contratado junto com outras opções. Um pai que assina Netflix pode entender o Disney+ como uma boa opção para seus filhos, por exemplo.

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Ainda assim, o sucesso da plataforma é garantido. A vasta biblioteca do estúdio, alçada pelo seu porte financeiro, será suficiente para conquistar o coração e as carteiras do público.