Scorsese afirma que considerou dirigir Coringa: “é diferente de um filme de super-heróis”

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Martin Scorsese (“Os Bons Companheiros“) afirmou, durante uma entrevista a BBC que considerou dirigir “Coringa“, mas acabou recusando por falta de tempo. Mesmo não tendo assumido a direção, Scorsese elogiou o longa de Todd Philips (“Se Beber, Não Case!“) e o separou de suas criticas aos filmes de heróis, principalmente dos da Marvel.

Conheço o filme muito bem e conheço Todd muito bem. Minha produtora, Emma Tillinger Koskoff, produziu ele. Então, é uma pergunta interessante. Eu pensei muito sobre isso nos últimos quatro anos, sobre o ‘Coringa‘, e decidi que não tinha tempo para isso.” afirmou o cineasta. “E também, você está certo, é influenciado pelos meus filmes. De qualquer maneira, são razões pessoais pelas quais não me envolvi.

Esse filme é diferente de um filme de super-heróis. É muito diferente. Os filmes de super-heróis, como eu disse, são como outra forma de arte. Eles não são fáceis de fazer, há muitas pessoas muito talentosas fazendo um bom trabalho, e muitos jovens realmente gostam deles. Mas acho que é mais uma extensão de um parque de diversões.”

Olhar Digital

Scorsese, ao lado de Francis Ford Coppola (“O Poderoso Chefão“) recentemente criticou os filmes de herói, por serem parecidos com parques de diversão, não sendo cinema. O diretor posteriormente atenuou suas criticas e afirmou que eles são apenas uma forma diferente de arte.

Coppola por sua vez, descreveu os filmes como “desprezíveis”, depois afirmando que foi apenas mal compreendido, pois estava criticando o mercado e a ganância dos grandes estúdios em relação à sétima arte: “Particularmente não gosto da ideia de franquias, a noção de que você pode continuar repetindo essencialmente o mesmo filme por ganho financeiro – em outras palavras, a abordagem formulística“.

Atores como Robert Downey Jr. (“Homem de Ferro“) e Samuel L. Jackson (“Pulp Fiction: Tempo de Violência“), que atuaram em longas da Marvel, responderam aos comentários anteriores de Scorsese e Coppola, contribuindo ainda mais para a polêmica que circunda as redes. Além deles, o diretor James Gunn (“Guardiões da Galáxia“) afirmou que é um grande fã dos cineastas e se sentiu muito triste com suas falas.

Neste momento, Coppola está trabalhando no projeto de um épico denominado “Megalopolis“, que já desenvolve há 20 anos. O cineasta tem, há algum tempo, se afastando da cadeira de diretor, estando longe das telonas por um bom tempo e se dedicando a sua vinícola.

A fase 4 da Marvel já foi anunciada e deve começar a chegar aos cinemas logo. Já o novo filme de Scorsese, “O Irlandês“, será uma adaptação do livro “I Heard You Paint Houses” (2003) de Charles Brandt e uma ambiciosa junção entre os três maiores atores dos filmes de máfia da história: Robert DeNiro (“Taxi Driver“) Al Pacino (“Um Dia de Cão“) e Joe Pesci (“Casino“), com 3 horas e 30 minutos de duração, será o filme mais longo do cineasta.

Os efeitos especiais necessários para o filme aumentaram em muito seu orçamento, sendo este o mais caro do diretor e custando, segundo o Collider, U$$ 160 milhões. DeNiro irá ser rejuvenescido, pois segundo Scorsese, o intuito do filme é narrar os acontecimentos “do ponto de vista de caras mais velhos olhando pro passado, nada de correria.”

O Irlandês” tem direção de Scorsese e roteiro de Steven Zaillan, com estreia prevista em alguns poucos cinemas dos EUA para 1 de novembro e na Netflix para 27 do dito mês. O longa contará a história do veterano de guerra Frank Sheeran (DeNiro), assassino profissional ligado a máfia e ao assassinato do líder sindical Jimmy Hoffa (Pacino).

Confira o trailer: