Crítica | Cascavel, originais da Netflix com pegada Stephen King

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Pegue personagens normais, aprofunde suas dificuldades pessoais, coloque-os diante de uma situação sobrenatural muito próxima da realidade e deixe-os em uma cidadezinha perdida dos Estados Unidos lidando com o problema. Aí está uma perfeita fórmula Stephen King, e funciona.  Cascavel (Rattlesnake) é mais um lançamento do gênero de terror da Netflix que tem grande influência do autor.

Se você gosta dos livros do Stephen, então Rattlesnake poderá te agradar, mas há limitações. Vejamos sobre elas.

A história fala sobre uma mãe acompanhada da filha em viagem para começarem vida nova, quando acidentes acontecem e a história começa.

Não tem nada de especial nessa premissa, na verdade, eu acredito que essa seja uma das vantagens de Cascavel, é uma história simples, direta, sem digressões ou enrolações. A personagem está na vida comum, o chamado para a aventura é feito por um acidente, ela precisa chegar até o ponto B, seja metaforicamente ou fisicamente. Fim, simples assim.

O que está bom?

Carmen Ejogo interpreta Katrina, a protagonista, um papel seguro e sem pontos falhos. As outras personagens também estão bem, ou possuem pouco tempo de tela para que as atuações se tornem relevantes a ponto de interferir na qualidade do filme.

Todos os problemas surgem das escolhas do diretor

Zak Hilditch é o roteirista e diretor de Cascavel, ele também assinou o roteiro e dirigiu 1922 (que está na Netflix, esse baseado em um conto de Stephen King). São notórias as referências que ele faz ao autor, por exemplo, toda a atmosfera do filme transita nesse universo. Infelizmente, algumas decisões estéticas são pobres, até chulas demais, para um filme que se propunha a manter o ar mais áspero e cáustico. Quando essas escolhas estéticas acontecem o filme perde força.

Não há terror propriamente dito. Trata-se do suspense de saber como a mãe irá conseguir lidar com as situações e salvar a vida da filha.

Meu papel é tentar fazer você prestar atenção em certas características do filme, sem que para isso eu dê spoilers. Sendo assim, não vou comentar a terceira metade, vamos deixar no ar, depois de assistir, deixe um comentário aí no Facebook que eu prometo ler.

Cascavel é bom?

Cascavel tem uma estética muito agradável e referências de qualidade, mas sofre bastante nas mãos de um diretor que me passa inexperiência. O filme também poderia ter o roteiro melhor trabalhado. O resultado parece apressado. A progressão da personagem na história poderia sofrer revisões, algo que a torna-se mais orgânica, mais angustiante, mais intensa.

Infelizmente, do modo como ficou, não é um grande filme, mas encontrará seu público. Desde que você assista com as expectativas baixas.

Avisos finais

Como gosto de falar e já peço nos meus últimos artigos. Estou completamente mergulhado no gênero de Terror. Então, se você quer ver a crítica de algum filme aqui na página, basta deixar o comentário no Facebook, que eu estou acompanhando todas as respostas.

Pode pedir daquele filme que você viu algum dia sem querer em um streaming qualquer da vida, esses são os mais interessantes.

Esse redator também é escritor. Se estiver com vontade de pegar uma leitura leve, rápida, com cenas marcantes e muitos assassinatos, conheça dois dos meus livros. Um Link está aqui, o outro aqui.

Abaixo o trailer

35%
Perde fôlego muito rápido

Diretor com dois filmes na Netflix, ambos com a mesma pegada, ambos sem pulso, principalmente no terceiro terço dos filmes.

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